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ROMANTISMO
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Tempo/Local
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O romantismo foi um movimento artístico, político e
filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa e
espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.
O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália,
Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em
nenhum outro país.
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Características
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Se
caracteriza por aderir os sentimentos, a imaginação, o nacionalismo e a
natureza, através das paisagens.
As características principais deste período são : valorização das
emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos,
individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente
influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na
Revolução Francesa.
Exaltação dos sentimentos pessoais; Exaltação da liberdade, igualdade
e reformas sociais;
Valorização da natureza; Sentimento nacionalista
Oposição
ao clássico
O
indivíduo passa a ser o centro das atenções;
Influenciou
a pintura, a música e a arquitetura
Exaltação
do nacionalismo, da natureza e da pátria
Criação
de um herói nacional
Sentimentalismo
Os
românticos pregam o nacionalismo, incentivam a exaltação da natureza pátria,
o retorno ao passado histórico e na criação do herói nacional.
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Contexto
Histórico
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Gerado sob o impacto da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, o romantismo surgiu no início do século 19,
na Alemanha, França e Inglaterra, num momento em que as classes sociais, como as
conhecemos hoje, se definiam. A sociedade se reorganizava em classes sociais
criavam ou redefiniam suas visões da existência e do mundo.
Das classes sociais desse período, a nobreza e a pequena burguesia são as classes que vão atuar essencialmente no movimento romântico. O romantismo expressa, os sentimentos dos descontentes com a nova ordem socioeconômica, isto é, com o capitalismo industrial. Recém-afastada do poder pelas revoluções, a nobreza só podia amargar uma nostalgia do Antigo regime. |
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Temática
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Na
temática da pintura romântica temos englobados 4 principais temas:
O
retrato:
Expressa uma humanidade particularizada e uma individualidade com
caracterização própria.
A
paisagem: É
cúmplice do desenrolar do drama humano.
A
pintura fantástica: Representa temáticas ligadas ao exótico, ao onírico e àquilo que se
afasta da razão e da norma.
A
pintura histórica: Representa a exaltação do passado histórico numa dimensão
nacionalista e ética evocando acontecimentos e personagens exemplares.Ilustra
acontecimentos históricos ou lendários de um modo propositadamente grandioso
e nobre (por oposição aos exemplos da antiguidade greco-romana).
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Precursores
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Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix
são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas
representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as
emoções e os sentimentos em suas obras de arte.
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Brasil
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Surge na segunda metade do século XIX. Em termos
ideológicos a pintura do Romantismo brasileiro girou principalmente em torno
do movimento nacionalista orquestrado habilmente pelo imperador Dom Pedro II,
ciente dos problemas oriundos da falta de unidade cultural num país tão vasto
e interessado em apresentar uma imagem de um Brasil civilizado e progressista
diante do mundo.
Esse nacionalismo encontrou expressão maior na
reconstrução visual de eventos históricos importantes, no retrato da natureza
e dos tipos populares, e na reabilitação do índio, legando um corpo de obras
de arte que até hoje figura com destaque nos museus nacionais, e cujo
simbolismo marcante e efetivo contribuiu de maneira poderosa para a
construção de uma nova identidade nacional.
Pintores:
Pedro Américo
Victor Meirelles
Rodolfo Amoedo
Almeida Júnior
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Sugestões de atividades, para tornar as aulas de Arte (ou como eu prefiro dizer História da Arte) muito mais inteligentes, participativas e produtivas.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
ROMANTISMO (Resumo)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Atividade: Arte na Pré-História
I) Escreva um texto, em forma de tópicos, abordando como
viviam os homens primitivos? (nos seguintes aspectos):
1)
habitação:
2)
arte:
3)
fabricação de instrumentos:
4)
religiosidade:
5)
agricultura:
6)
descoberta do fogo:
II)
Produção textual – Escreva um texto, em forma de História em Quadrinhos, onde que você é um homem que viveu
no período da Pré-História, falando sobre os seguintes assuntos abaixo.
Libere
sua imaginação. Lembre-se você vive
na Pré-História.
Conte
como é sua vida, seu dia-a-dia?
Você
vive sozinho ou em grupo?
Onde
você mora?
Descreva
sua habitação e o lugar onde ela fica.
Como
você se alimenta?
Você
costuma caçar?
Onde?
Como?
Que
tipo de animais?
Já
passou por algum perigo numa dessas caçadas? Conte como foi?
Além da caça, quais outros alimentos fazem
parte da sua dieta?
Como
os consegue?
Você
já utiliza o fogo?
Como
o descobriu?
O
fogo é importante na sua vida? Por quê?
Você
usa algum tipo de vestuário? Qual? Como o fabrica?
Você
certamente sabe fabricar também alguns instrumentos? Quais? Como são feitos e
para que servem?
Fale
também sobre sua religiosidade e sua arte, pois são muito importantes na sua
vida.
III)
Produção artística:– Faça um desenho representando figuras rupestres,
utilizando apenas produtos naturais: carvão; açafrão; terra; café; colorau;
urucum, etc.
Arte na Pré História (resumo)
A arte na Pré História
Um dos períodos mais
fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi
registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à
escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é resultado
da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da
moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Consideramos como arte pré-histórica todas as
manifestações que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras
civilizações e, portanto, antes da escrita. No entanto, isso pressupõe uma
grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas
com algumas características em comuns.
As manifestações artísticas mais antigas foram
encontradas na Europa, em especial na Espanha, sul da França e sul da Itália e
datam de aproximadamente de 25 000 a.C., portanto no período paleolítico. Na França encontramos o maior número de obras
pré-históricas e até hoje em bom estado de conservação, como as cavernas de
Altamira, Lascaux e Castilho.
Arquitetura
Os grupos pré-históricos eram nômades e se deslocavam de acordo com a necessidade de obter alimentos. Durante o período neolítico essa situação sofreu mudanças, desenvolveram-se as primeiras formas de agricultura e consequentemente o grupo humano passou a se fixar por mais tempo em uma mesma região, mas ainda utilizavam-se de abrigos naturais ou fabricados com fibras vegetais ao mesmo tempo em que passaram a construir monumentos de pedras colossais, que serviam de câmaras mortuárias ou de templos. Raras eram as construções que serviam de habitação. Essas pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens.
Os grupos pré-históricos eram nômades e se deslocavam de acordo com a necessidade de obter alimentos. Durante o período neolítico essa situação sofreu mudanças, desenvolveram-se as primeiras formas de agricultura e consequentemente o grupo humano passou a se fixar por mais tempo em uma mesma região, mas ainda utilizavam-se de abrigos naturais ou fabricados com fibras vegetais ao mesmo tempo em que passaram a construir monumentos de pedras colossais, que serviam de câmaras mortuárias ou de templos. Raras eram as construções que serviam de habitação. Essas pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens.
Escultura
A escultura foi responsável pela elaboração tanto de objetos religiosos (arte ritualística) quanto de utensílios domésticos (arte utilitária), nos quais encontramos a temática predominante em toda a arte do período: animais e figuras humanas, principalmente figuras femininas, conhecidas como Vênus, caracterizadas pelos grandes seios e ancas largas, são associadas ao culto da fertilidade;
A escultura foi responsável pela elaboração tanto de objetos religiosos (arte ritualística) quanto de utensílios domésticos (arte utilitária), nos quais encontramos a temática predominante em toda a arte do período: animais e figuras humanas, principalmente figuras femininas, conhecidas como Vênus, caracterizadas pelos grandes seios e ancas largas, são associadas ao culto da fertilidade;
Durante o período neolítico europeu (5000a.C. -
3000d.C.) os grupos humanos já dominavam o fogo e passaram a produzir peças de
cerâmica, normalmente vasos, decorados com motivos geométricos em sua
superfície. Somente na idade do bronze a produção da cerâmica alcançou grande
desenvolvimento, em virtude da sua utilização na armazenagem de água e
alimentos.
Pintura
As principais manifestações da pintura pré-histórica são encontradas no interior de cavernas, em paredes de pedra e a princípio retratavam cenas envolvendo principalmente animais, homens e mulheres e caçadas, existindo ainda a pintura de símbolos, com significado ainda desconhecido.
Por volta de 2000 a.C. as características da
pintura apresentavam um nível próximo ao de formas escritas,
preservando porém seu caráter mágico ou religioso, celebrando a fecundidade ou
os objetos de adoração (totens).
Atividade Arte Bizantina
Arte Bizantina
1.
Faça
um desenho representando a paz mundial, em relação à intolerância religiosa e o
quanto esta prática vem ao longo dos tempos contribuindo para disseminar o ódio
e a guerra entre vários povos. Dê um título ao seu desenho.
2.
Explique
a relação entre arte e religião ao longo dos tempos: Pré-História; Idade Antiga
e Idade Média.
3.
Justifique
a frase: “Ao contrário do que parece ela (a arte bizantina) não tinha
apenas a finalidade decorativa, mas também possuiu um objetivo didático e
educativo”.
4.
Conceitue:
a)
Arte
Bizantina:
b)
Iconoclasta:
c)
Mosaico:
5.
A
Civilização Bizantina floresceu na Idade Média, deixando um legado cultural
para as próximas gerações. Qual foi a contribuição artística bizantina que se
difundiu expressando forte destinação religiosa?
6.
Qual
a relação entre os mosaicos do período do Império Bizantino com a religião e
com o poder do imperador?
7.
Explique
porque as figuras humanas no mosaico são representadas com pequena estatura e
não tem grandes expressividades?
8.
Conceitue
“Afresco”.
9.
Diferencie
Iluminuras de mosaicos.
10. No local onde existiu a
cidade de Bizâncio hoje está localizada qual cidade?
Arte Bizantina
Arte Bizantina
Após
a divisão do Império Romano em duas partes em função de conflitos políticos e
problemas com as fronteiras, o Imperador
Constantino transferiu a
capital do império para Bizâncio, adotando o nome de Constantinopla.
A então capital Constantinopla foi o centro artístico mais importante desse
período (séculos V e XV).
Depois
que o Imperador Constantino outorgou o Édito de Milão (promulgado a 13 de junho de 313 pelo imperador Constantino (306-337),
assegurou a tolerância e liberdade de culto para com os cristãos, alargada a
todo o território do Império Romano), que impedia que os cristãos fossem perseguidos,
o Cristianismo tomou o rumo do crescimento. Os cristãos ganharam o direito de
professarem livremente sua religião. Foram aparecendo as igrejas cristãs e com
elas um novo estilo artístico que deflagrou a Arte Bizantina.
A
arte bizantina, em função de sua localização geográfica, incorporou
características do oriente como Ásia Menor e Síria, além de influências
greco-romanas.
A arte bizantina se destacou na pintura, na
escultura, mas foi o mosaico e a arquitetura que se destacaram de
forma mais expressiva. Ao contrário do que parece ela não tinha apenas
finalidade decorativa, mas também possuiu um objetivo didático e educativo ao
orientar os fiéis, especialmente os analfabetos, no entendimento das passagens
bíblicas por meio de reproduções da vida de Cristo. Em função disso os artistas
deveriam seguir fielmente um padrão e as tradições, desse modo os artistas não
poderiam mais seguir sua imaginação e criatividade.
A
arte Bizantina pode ser dividida em dois momentos que marcam essa divisão que se
deu em função de ideias e conflitos religiosos e filosóficos que acabaram por
destruir grande parte das pinturas, esculturas e mosaicos das igrejas.
Os grupos que eram contra qualquer imagem de natureza religiosa eram
chamados de iconoclasta (O termo iconoclastia significa literalmente “quebrador de
imagem”. Iconoclastia é o nome do movimento político-religioso que iniciou no
Império Bizantino no século VIII e que rejeitava a veneração de imagens religiosas
por considerar o ato como idolatria). Somente por volta do século IX é que as
imagens voltam a decorar as Igrejas.
A arte Bizantina é uma arte de caráter,
eminentemente religioso.
Principais características:
Pintura
Bizantina não
foi muito bem desenvolvida, pois sofreu a oposição do movimento iconoclasta.
Este movimento, surgido na época, questionava a adoração de ícones como imagens
e quadros de santos.
Segundo
a prática monoteísta, só Deus pode ser adorado e qualquer outra forma de
veneração ou contemplação é repudiada e considerada idolatria. Desta forma, as
estátuas e quadros não eram admitidas.
As
técnicas de pintura variavam entre tipos distintos. Existiam trabalhos de
pintura em quadros, em painéis portáteis, ilustrações de livros e afrescos. Com
predominância da temática cristã. As imagens privilegiavam as figuras de Cristo
e da Virgem Maria.
Destaque para os afrescos (pinturas
feitas em paredes, principalmente de igrejas), miniaturas (para ilustrar
livros) e ícones (pinturas em painéis). O tema religioso predominou,
principalmente a pintura de imagens de Cristo e da Virgem Maria.
Arquitetura
Neste campo artístico destacaram-se as construções
religiosas. Igrejas majestosas, espaçosas e imponentes, destacaram-se como
expressão da arquitetura neste período. Para possibilitar estas características
foi necessário o uso de cúpulas, com sustentação por meio de colunas. Estas
exibiam capiteis (parte superior da coluna) decorados com ouro. E assim eram
construídas as igrejas bizantinas. A Igreja da Ressurreição é um exemplo do jogo de cores e
detalhes expressados na arquitetura bizantina.
Na arquitetura podemos destacar a
construção de grandes e imponentes igrejas, cuja característica principal era a
presença de cúpulas sustentadas por colunas. As decorações e pinturas
religiosas, no interior das igrejas, eram muito utilizadas. O principal exemplo
deste tipo de arquitetura é a Basílica de Santa Sofia (localizada na atual
Istambul).
Escultura
Muito influenciada pelo Oriente, tinha características
como: a rigidez, a uniformidade, a presença de folhagens estilizadas, contava
com linhas geométricas bem demarcadas, e a ausência de naturalidade. Um
material muito usado era o marfim.
Mosaicos
Os
mosaicos ganham destaque especial na arte Bizantina como expressão máxima desse
período. Os mosaicos eram confeccionados com pequenos pedaços de pedras e
vidros sobre cimento fresco. Os mosaicos ilustravam além das passagens
bíblicas, retratos do imperador. Justiniano e seu Séquito (547 d.C.) é um bom
exemplo da aplicação dessa técnica. Nele as figuras humanas são representadas
com corpos alongados e rígidos, cabeças e pés pequenos com grandes olhos, toda
representação de movimento na cena é excluída, sugerindo um novo ideal de
beleza.
Leia
o texto e responda as questões abaixo: (Responda no caderno)
A intolerância religiosa é um dos
problemas mais delicados do mundo. O fanatismo religioso conduz algumas pessoas
a realizarem guerras ou conflitos contra as outras, em nome de sua
religião. A questão é preocupante porque envolve o ser humano em sua mais
pura essência quando sua crença religiosa é colocada em jogo.
Intolerância religiosa é um termo
que descreve um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e
práticas religiosas. Que somadas a falta de habilidade ou a vontade em
reconhecer e respeitar diferentes crenças de terceiros, é considerado um crime
de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.
Neste contexto, a perseguição
pode tomar vários rumos, desde incitamento ao ódio até a torturas e
espancamentos.Mas a perseguição não é um problema atual. Ela ocorre desde os primórdios da antiguidade, quando os primeiros cristãos foram perseguidos por judeus e pagãos. “Depois que o Imperador Constantino outorgou o Édito de Milão, que impedia que os cristãos fossem perseguidos, o Cristianismo tomou o rumo do crescimento. Os cristãos ganharam o direito de professarem livremente sua religião”.
- O direito de ter uma religião e crer num ser divino;
- O direito de não ter uma religião e não crer em um ser divino;
Durante o século XX, a perseguição
religiosa atingiu proporções nunca vistas na história. A perseguição em massa
dos povos judeus pelos nazistas, fase mais conhecida como o Holocausto, vitimou
milhares de pessoas, não apenas pela raça, mas especificamente contra os seus
ideais religiosos.
Reconhecendo que a prática de
intolerância religiosa constitui violação no Estado Democrático de Direito,
contribui não apenas para preservar os direitos fundamentais das pessoas, mas
também para a laicidade do Estado, que tem por finalidade construir uma
sociedade livre, justa e solidária.
Diante deste conceito amplo, podemos
resumir como liberdade religiosa:
- O direito à neutralidade religiosa em espaços de uso comum (públicos).
Dadaísmo
Dadaísmo
O
Dadaísmo nasceu em Zurique (Suiça). Os integrantes deste movimento eram, em sua
maioria, artistas refugiados, que teriam sido convocados para a Primeira Guerra
Mundial caso estivessem em seus países de origem. Fundaram o Cabaret Voltaire, o nome do
recinto evocava o filósofo francês François Voltaire (1694-1778) ele próprio,
em sua época, era considerado um intelectual iconoclasta (indivíduos que não respeitam tradições e
crenças estabelecidas ou se opõem a qualquer tipo de culto ou veneração seja de
imagens ou outros elementos) e revolucionário.
O Dadaísmo possuía como
característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais.
Portanto, foi um movimento com forte conteúdo anárquico. O próprio nome do
movimento deriva de um termo francês infantil: dadá (brinquedo, cavalo de pau).
O fim do Dadá como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921, muitos de seus seguidores deram início
posteriormente ao surrealismo, e seus parâmetros influenciam a arte até hoje.
A arte dadaísta contestava a própria
noção de arte, rompia com o bom senso, a lógica, repudiava tudo aquilo que é de
domínio da consciência, críticava o
capitalismo e o consumismo. Na arte,
existem conceitos e regras e o Dadaísmo negava todos os conceitos, valores e
regras da própria Arte. Os “Dada” não queriam produzir obras de arte, e sim
produzir-se em intervenções imprevisíveis, insensatas e absurdas.
Os pintores deste movimento, guiados
por uma anarquia instintiva e um forte nihilismo (negação de todos os princípios religiosos, políticos e
sociais), não hesitaram em anular as formas, técnicas e temas da
pintura, tal como tinham sido entendidos até aquele momento. Para dificultar
ainda mais sua análise, os títulos escolhidos jamais tinham qualquer relação com
o objeto central do quadro. Os pintores expressavam sua repulsa em relação à
sociedade, que com a mecanização estava causando a destruição do mundo.
O pintor Max Ernst, que fora um soldado alemão na Primeira Guerra
Mundial, quando garoto aprendera a pintar copiando paisagens de Van Gogh. Em
seus quadros de cores brilhantes, Max Ernst associava imagens de elementos
demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para
expressar seu subjetivismo. Em suas colagens, as esculturas mesclavam objetos
cotidianos, como peças de automóvel e garrafas de leite, a blocos de cimento,
que depois fundia em bronze. Em seus experimentos com colagem, Max Ernst
recortava figuras de catálogos da virada do século e os rearranjava sob uma
ordem fora da lógica, refazendo a realidade presente na relação entre as
figuras.
COLAGEM:
Se transformaram no meio ideal de
expressão do sentimento dadaísta.
Tratava-se da reunião de materiais aparentemente escolhidos ao acaso,
nos quais sempre se podiam ler textos elaborados com recortes de jornais de
diferente feição gráfica.
HANNAH HÖCH: Johanna Höch foi uma das mais importantes
representantes do movimento dadaísta e precursora da fotomontagem. O
nacional-socialismo incluiu-a na lista dos "artistas degenerados", e
só em 1946 pôde expor novamente em seu país.
Embora, durante a sua vida, o seu trabalho nunca tivesse sido
verdadeiramente aclamado, ela continuou a produzir as suas fotomontagens e a
exibi-las até à data da sua morte. Hannah refletiu em suas obras a justaposição
entre a mulher alemã moderna e a mulher alemã colonial. Ao fazê-lo desafiou as
representações culturais das mulheres, levantando questões relativamente à
sexualidade das mulheres e aos seus papéis de gênero na nova sociedade. Com as
suas imagens Höch abordou os medos, possibilidades e as novas esperanças para
as mulheres na Alemanha moderna.
ESCULTURA: A escultura dadaísta nasceu sob a influência
de um forte espírito iconoclasta. Uma
vez suprimidos todos os valores estéticos adquiridos e conservados até o
momento pelas academias, os dadaístas se dedicaram por completo à
experimentação, improvisação e desordem.
MARCEL DUCHAMP: aos 14 anos
de idade, pintou suas primeiras obras com grande influência
impressionista. Aos 16 anos de idade foi
morar em Paris com seu irmão. Nesta época, tentou entrar na Escola de Belas Artes,
porém foi reprovado no exame. Foi então estudar artes na Academia Julian. Entre 1906 e 1907 fez vários trabalhos de
conotação humorística. Em 1907, cinco de seus trabalhos foram selecionados para
o Primeiro Salão de Artistas Humoristas.
A partir de 1911 começou a pintar telas com influência cubista. Em 1913 criou o ready-made. Em 1915, foi
morar na cidade de Nova Iorque. Em 1916,
surgiu o dadaísmo e Duchamp passou a fazer parte do grupo de artistas dadaístas
de Nova Iorque.
READY MADE: Essa estratégia
refere-se ao uso de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando
noções comuns à arte histórica como estilo ou manufatura do objeto de arte e
referindo sua produção primariamente à ideia.
Os ready mades de Marcel Duchamp não pretendiam outra coisa que não
dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como
esculturas. Um dos mais escandalosos
foi, sem dúvida, o urinol que este artista francês se atreveu a apresentar no
Salão dos Independentes, competindo com as obras de outros escultores. Sua
intenção foi tão-somente demonstrar até que ponto o critério subjetivo do
artista podia transformar qualquer objeto em obra de arte. O urinol, de Duchamp
participou do concurso de arte promovido nos Estados Unidos. A escultura foi
rejeitada pelo júri, uma vez que, na avaliação deste, não havia nela nenhum
sinal de labor artístico. Com efeito,
trata-se de um urinol comum, branco e esmaltado, comprado numa loja de
construção e assim mesmo enviado ao júri.
Entretanto, a despeito do gesto iconoclasta de Duchamp, há quem veja nas
formas do urinol uma semelhança com as formas femininas, de modo que se pode
ensaiar uma explicação psicanalítica quando se tem em mente o membro masculino
lançando urina sobre a forma feminina
MAN RAY: Filho de judeus-russos emigrados para os
Estados Unidos, o mesmo foi um artista completo: estudou arquitetura,
engenharia, artes plásticas e fotografia. Foi em New york, em 1915, que
conheceu o famoso pintor francês Marcel Duchamp, com quem fundou o grupo Dadá
Nova- iorquino. Ele utilizou o humor, a diversão para confrontar o horror da
primeira metade do século XX.
FOTOGRAFIA: Man Ray encarnava na
fotografia de moda seu lado mais criativo e desenvolveu uma linguagem singular
transmitindo a essência da alma feminina. Trabalhava muito bem com a
desconstrução da fotografia, transformando fotos tradicionais em construções de
laboratórios, através de suas técnicas. Usava muitas vezes, a distorção de
formas e corpos criando imagens surrealmente incríveis. Man Ray -
Femme-Araignée Man Ray - Prayer
LITERATURA: O ilogismo (qualidade ou caráter do que é ilógico,
contrário à racionalidade, ausência de ordem ou de lógica) e a
espontaneidade alcançaram sua expressão máxima: no último manifesto que
divulgou, Tzara disse que o grande segredo da poesia é que "o pensamento
se faz na boca". Ele procurou orientar melhor os seus seguidores dando uma
Receita Para Fazer um Poema Dadaísta:
“Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo que você
deseja dar ao seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção
algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem
em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um
escritor infinitamente original de uma sensibilidade graciosa, e ainda que
incompreendido do público."
TRISTAN TZARA: Foi um poeta romeno
que passou a viver na França, tornando-se cidadão francês em 1947. Seu
pseudônimo significaria, numa tradução livre "triste terra", tendo
sido escolhido para protestar o tratamento dos judeus na Romênia. Poeta e ensaísta, participou da fundação do
movimento dadaísta em Zurique, em 1916.
Proclamou a sua vontade de destruir a sociedade e os seus valores.
HUGO BALL: Foi um poeta, escritor e
filósofo dadaísta, que escreveu o Manifesto Dadaísta. Considerado por muitos
teóricos o inventor da poesia fonética (poemas sonoros - poemas sem palavras),
poema em alemão com palavras sem sentido, metáfora da insignificância do homem
frente à barbárie. Sua poesia interagia com um novo formato de teatro, a performance,
da qual foi um precursor.
Colagem Dadaísta (Atividade)
Dadaísmo
O Dadaísmo nasceu em Zurique
(Suiça). Os integrantes deste movimento eram, em sua maioria, artistas
refugiados, que teriam sido convocados para a Primeira Guerra Mundial caso
estivessem em seus países de origem. Fundaram
o Cabaret Voltaire, o nome do recinto evocava o filósofo francês François
Voltaire (1694-1778) ele próprio, em sua época, era considerado um intelectual
iconoclasta (indivíduos que não
respeitam tradições e crenças estabelecidas ou se opõem a qualquer tipo de
culto ou veneração seja de imagens ou outros elementos) e
revolucionário.
O Dadaísmo possuía como
característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais.
Portanto, foi um movimento com forte conteúdo anárquico. O próprio nome do
movimento deriva de um termo francês infantil: dadá (brinquedo, cavalo de pau).
O fim do Dadá como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921, muitos de seus seguidores deram início
posteriormente ao surrealismo, e seus parâmetros influenciam a arte até hoje.
A
arte dadaísta contestava a própria noção de arte, rompia com o bom senso, a
lógica, repudiava tudo aquilo que é de domínio da consciência, críticava o capitalismo e o consumismo. Na arte, existem conceitos e regras e o
Dadaísmo negava todos os conceitos, valores e regras da própria Arte. Os “Dada”
não queriam produzir obras de arte, e sim produzir-se em intervenções
imprevisíveis, insensatas e absurdas.
Os pintores deste movimento, guiados
por uma anarquia instintiva e um forte nihilismo (negação de todos os princípios religiosos, políticos e
sociais), não hesitaram em anular as formas, técnicas e temas da
pintura, tal como tinham sido entendidos até aquele momento. Para dificultar
ainda mais sua análise, os títulos escolhidos jamais tinham qualquer relação
com o objeto central do quadro. Os pintores expressavam sua repulsa em relação
à sociedade, que com a mecanização estava causando a destruição do mundo.
O pintor Max Ernst, que fora um soldado alemão na Primeira Guerra
Mundial, quando garoto aprendera a pintar copiando paisagens de Van Gogh. Em
seus quadros de cores brilhantes, Max Ernst associava imagens de elementos
demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para
expressar seu subjetivismo. Em suas colagens, as esculturas mesclavam objetos
cotidianos, como peças de automóvel e garrafas de leite, a blocos de cimento,
que depois fundia em bronze. Em seus experimentos com colagem, Max Ernst
recortava figuras de catálogos da virada do século e os rearranjava sob uma
ordem fora da lógica, refazendo a realidade presente na relação entre as
figuras.
COLAGEM: Se transformaram no meio ideal de expressão
do sentimento dadaísta. Tratava-se da
reunião de materiais aparentemente escolhidos ao acaso, nos quais sempre se
podiam ler textos elaborados com recortes de jornais de diferente feição
gráfica.
HANNAH HÖCH: Johanna Höch foi uma das mais importantes
representantes do movimento dadaísta e precursora da fotomontagem. O nacional-socialismo
incluiu-a na lista dos "artistas degenerados", e só em 1946 pôde
expor novamente em seu país. Embora,
durante a sua vida, o seu trabalho nunca tivesse sido verdadeiramente aclamado,
ela continuou a produzir as suas fotomontagens e a exibi-las até à data da sua
morte. Hannah refletiu em suas obras a justaposição entre a mulher alemã
moderna e a mulher alemã colonial. Ao fazê-lo desafiou as representações
culturais das mulheres, levantando questões relativamente à sexualidade das
mulheres e aos seus papéis de gênero na nova sociedade. Com as suas imagens
Höch abordou os medos, possibilidades e as novas esperanças para as mulheres na
Alemanha moderna.
ESCULTURA: A escultura dadaísta nasceu sob a influência
de um forte espírito iconoclasta. Uma vez
suprimidos todos os valores estéticos adquiridos e conservados até o momento
pelas academias, os dadaístas se dedicaram por completo à experimentação,
improvisação e desordem. MARCEL DUCHAMP: aos 14 anos de idade,
pintou suas primeiras obras com grande influência impressionista. Aos 16 anos de idade foi morar em Paris com
seu irmão. Nesta época, tentou entrar na Escola de Belas Artes, porém foi
reprovado no exame. Foi então estudar artes na Academia Julian. Entre 1906 e 1907 fez vários trabalhos de conotação
humorística. Em 1907, cinco de seus trabalhos foram selecionados para o
Primeiro Salão de Artistas Humoristas. A
partir de 1911 começou a pintar telas com influência cubista. Em 1913 criou o ready-made. Em 1915, foi
morar na cidade de Nova Iorque. Em 1916,
surgiu o dadaísmo e Duchamp passou a fazer parte do grupo de artistas dadaístas
de Nova Iorque.
READY MADE: Essa estratégia
refere-se ao uso de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando
noções comuns à arte histórica como estilo ou manufatura do objeto de arte e
referindo sua produção primariamente à ideia.
Os ready mades de Marcel Duchamp não pretendiam outra coisa que não
dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como
esculturas. Um dos mais escandalosos
foi, sem dúvida, o urinol que este artista francês se atreveu a apresentar no
Salão dos Independentes, competindo com as obras de outros escultores. Sua
intenção foi tão-somente demonstrar até que ponto o critério subjetivo do
artista podia transformar qualquer objeto em obra de arte. O urinol, de Duchamp
participou do concurso de arte promovido nos Estados Unidos. A escultura foi
rejeitada pelo júri, uma vez que, na avaliação deste, não havia nela nenhum
sinal de labor artístico. Com efeito, trata-se
de um urinol comum, branco e esmaltado, comprado numa loja de construção e
assim mesmo enviado ao júri. Entretanto,
a despeito do gesto iconoclasta de Duchamp, há quem veja nas formas do urinol
uma semelhança com as formas femininas, de modo que se pode ensaiar uma
explicação psicanalítica quando se tem em mente o membro masculino lançando
urina sobre a forma feminina
MAN RAY: Filho de judeus-russos emigrados para os
Estados Unidos, o mesmo foi um artista completo: estudou arquitetura,
engenharia, artes plásticas e fotografia. Foi em New york, em 1915, que
conheceu o famoso pintor francês Marcel Duchamp, com quem fundou o grupo Dadá
Nova- iorquino. Ele utilizou o humor, a diversão para confrontar o horror da
primeira metade do século XX.
FOTOGRAFIA: Man Ray encarnava na
fotografia de moda seu lado mais criativo e desenvolveu uma linguagem singular
transmitindo a essência da alma feminina. Trabalhava muito bem com a
desconstrução da fotografia, transformando fotos tradicionais em construções de
laboratórios, através de suas técnicas. Usava muitas vezes, a distorção de
formas e corpos criando imagens surrealmente incríveis. Man Ray -
Femme-Araignée Man Ray - Prayer
LITERATURA: O ilogismo (qualidade ou caráter do que é ilógico,
contrário à racionalidade, ausência de ordem ou de lógica) e a
espontaneidade alcançaram sua expressão máxima: no último manifesto que
divulgou, Tzara disse que o grande segredo da poesia é que "o pensamento
se faz na boca". Ele procurou orientar melhor os seus seguidores dando uma
Receita Para Fazer um Poema Dadaísta:
“Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo que você
deseja dar ao seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção
algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem
em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um
escritor infinitamente original de uma sensibilidade graciosa, e ainda que
incompreendido do público."
TRISTAN TZARA: Foi um poeta romeno
que passou a viver na França, tornando-se cidadão francês em 1947. Seu
pseudônimo significaria, numa tradução livre "triste terra", tendo
sido escolhido para protestar o tratamento dos judeus na Romênia. Poeta e ensaísta, participou da fundação do
movimento dadaísta em Zurique, em 1916.
Proclamou a sua vontade de destruir a sociedade e os seus valores.
HUGO BALL: Foi um poeta, escritor e
filósofo dadaísta, que escreveu o Manifesto Dadaísta. Considerado por muitos
teóricos o inventor da poesia fonética (poemas sonoros - poemas sem palavras),
poema em alemão com palavras sem sentido, metáfora da insignificância do homem
frente à barbárie. Sua poesia interagia com um novo formato de teatro, a
performance, da qual foi um precursor.
1.
A colagem foi uma técnica muito utilizada pelos
artistas dadaístas, elas proporcionavam efeitos e sobreposições de imagens que
produziam um acumulo de informações que provocavam a falta de sentido na
imagem. Utilize jornais e revistas e crie uma colagem, escreva um parágrafo
fazendo uma crítica a algum acontecimento no nosso país relacionando-o com a
sua colagem. Lembre-se de se inspirar em obras dadaístas para a criação da sua
arte.
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